O Google anunciou novas experiências para campanhas Demand Gen, com acesso à página de destino em um toque em anúncios de imagem no YouTube Shorts e no Gmail. O pacote de setembro também inclui um agente conversacional associado a anúncios de vídeo com feeds de produtos e extensões de locais afiliados no Google Maps.1

As mudanças procuram encurtar o caminho entre descoberta e ação. Para anunciantes, isso traz uma questão além do formato: se o usuário chega mais rapidamente ao site ou recebe uma resposta antes de sair do vídeo, catálogo, página de destino e medição precisam representar a mesma oferta.

O formato vertical passa a ter uma consequência prática

No Shorts, a experiência de um toque em anúncios de imagem depende do envio de peças 9:16 que ocupem toda a área do formato. No Gmail, a atualização também simplifica o acesso à página de destino.1

Não é apenas um pedido para recortar a mesma arte. Uma peça vertical precisa manter produto, mensagem e elementos essenciais legíveis no espaço disponível. Se a adaptação esconde o que está sendo anunciado, diminuir o número de toques não resolve a compreensão da oferta.

O destino precisa acompanhar essa rapidez. Uma pessoa que toca em um produto específico espera encontrar esse produto, não uma página genérica que exige nova busca. Em campanhas voltadas a serviços, a continuidade pode ser uma página dedicada com escopo claro e um formulário compatível com o pedido apresentado no anúncio.

Essa coerência é particularmente importante no celular. Uma navegação curta até o site pode terminar em abandono se o conteúdo demora a aparecer, o formulário perde o que foi preenchido ou a confirmação não deixa claro o que aconteceu.

O agente coloca o catálogo dentro da conversa

O Business Agent for YouTube Ads permite interações com IA conversacional ao lado de anúncios de vídeo com feeds de produtos. O Google apresenta um formulário de inscrição para o recurso; o anúncio não deve ser lido como habilitação automática para todas as contas.1

Quando a dúvida é respondida nesse contexto, o catálogo deixa de ser somente material para renderizar uma vitrine. Ele passa a sustentar afirmações sobre a oferta. Uma informação desatualizada pode afetar a resposta apresentada antes mesmo de o usuário visitar o site.

Para um comércio, vale começar pelas perguntas que já chegam ao atendimento: disponibilidade, características, compatibilidade e condições de compra. Esses dados precisam ter uma origem confiável. A conversa não deve preencher uma lacuna comercial inventando uma condição que o negócio não oferece.

O recurso também não elimina o atendimento humano. Uma dúvida que depende de confirmação individual, de um pedido existente ou de uma exceção pode precisar de outro canal. Reconhecer esse limite evita transformar uma experiência rápida em uma promessa difícil de cumprir.

Menos toques não significam resultado garantido

As extensões de locais afiliados ampliam outra parte da jornada: a descoberta de redes de varejo e concessionárias por pins promovidos no Maps. Nesse caso, endereço e relação entre marca e ponto de venda importam tanto quanto o criativo.1

Já o desempenho deve ser lido a partir do objetivo da campanha. Visitar uma página, iniciar um contato e concluir uma compra são eventos diferentes. Uma mudança de interface pode aumentar uma etapa sem produzir a mesma melhora na seguinte.

O anúncio cita um resultado médio de dados internos do Google para Gmail. Esse tipo de número contextualiza a oferta do fornecedor, mas não é uma previsão para qualquer conta. Público, produto, preço, qualidade da página e definição de conversão continuam influenciando o resultado.

Um teste útil preserva essa distinção. Compare formatos e destinos com eventos de conversão que correspondam ao negócio, observando também contatos válidos, vendas e devoluções quando aplicável. Assim, uma facilidade de clique não recebe crédito por um resultado que não chegou a acontecer.

O Demand Gen avança para experiências mais diretas e conversacionais. A oportunidade para marcas está em reduzir atrito sem perder precisão: uma peça que se entende, um catálogo que sustenta a resposta e um destino que cumpre a oferta. Automação melhora a passagem entre essas partes; não substitui a qualidade de cada uma delas.


  1. Google Ads, "Turn discovery into action with September’s Demand Gen Drop", 24 set. 2026. ↩